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terça-feira, 25 de março de 2008

SWIMMING POOL



floating
eu sou a nuvem que desvanece
a palmeira que cresce
a camélia que brota
a ave que voa
o azul celeste
o mar que se esgota
o sal da água
o sol que reflecte
o silêncio que escuto
a respiração compassada
o amor que me enriquece

thank you god for letting me be

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

PUSSY CAT, PUSSY CAT DON'T WALK AWAY THERE'S NO TURNING BACK


A MATURIDADE
Maturidade é a habilidade de controlar a ira e resolver as discrepâncias sem violência ou destruição.
Maturidade é paciência. É a vontade de prescindir do prazer imediato em favor de um benefício a longo prazo.
Maturidade é perseverança; é a habilidade de levar um projecto ou uma situação adiante, apesar de forte oposição e retrocessos decepcionantes.
Maturidade é a capacidade de encarar desgostos e frustrações e derrotas sem queixa nem abatimento.
Maturidade é humildade; é ser suficientemente grande para dizer: "eu estava errado"; e, quando está correcta, a pessoa madura não necessita experimentar a satisfação de dizer: "eu bem te disse".
Maturidade é a capacidade de tomar uma decisão e mantê-la; os imaturos passam suas vidas explorando possibilidades, para, no fim, nada fazerem.
Maturidade significa confiabilidade: manter a própria palavra, superar a crise; os imaturos são os mestres da desculpa, são confusos e desorganizados; suas vidas são uma mistura de promessas quebradas, amigos perdidos, negócios por terminar e boas intenções que nunca se convertem em realidade.
A maturidade é a arte de viver na paz com aquilo que nós não podemos mudar, e a coragem de mudar o que deve ser mudado -- e a sabedoria para saber a diferença.

A MATURIDADE AFECTIVA
A afectividade não está por assim dizer encerrada no coração, nos sentimentos, mas permeia toda a personalidade.
Estamos continuamente sentindo aquilo que pensamos e fazemos. Por isso, qualquer distúrbio da vida afectiva acaba por impedir ou pelo menos entravar o amadurecimento da personalidade como um todo.

Observamos isto claramente no fenómeno de "fixação na adolescência" ou na "adolescência retardada". Como já anotamos, o adolescente caracteriza-se por uma afectividade egocêntrica e instável; essa característica, quando não superada na natural evolução da personalidade, pode sofrer uma "fixação", permanecendo no adulto: este é um dos sintomas da imaturidade afectiva.
É significativo verificar como essa imaturidade parece ser uma característica da actual geração. No nosso mundo altamente técnico e cheio de avanços científicos, pouco se tem progredido no conhecimento das profundezas do coração, e daí resulta aquilo que Alexis Carrel, prémio Nobel de Medicina, apontava no seu célebre trabalho O homem, esse desconhecido: vivemos hoje o drama de um desnível gritante entre o fabuloso progresso técnico e científico e a imaturidade quase infantil no que diz respeito aos sentimentos humanos.
Mesmo em pessoas de alto nível intelectual, ocorre um autêntico analfabetismo afectivo: são indivíduos truncados, incompletos, mal-formados, imaturos; estão preparados para trabalhar de forma eficiente, mas são absolutamente incapazes de amar. Esta desproporção tem consequências devastadoras: basta reparar na facilidade com que as pessoas se casam e se "descasam", se "juntam" e se separam. Dão a impressão de reparar apenas na camada epidérmica do amor e de não aprofundar nos valores do coração humano e nas leis do verdadeiro amor.
Quais são, então, os valores do verdadeiro amor? Que significado tem essa palavra?
O amor, na realidade, tem um significado polivalente, tão difícil de definir que já houve quem dissesse que o amor é aquilo que se sente quando se ama, e, se perguntássemos o que se sente quando se ama, só seria possível responder simplesmente: "Amor". Este círculo vicioso deve-se ao que o insigne médico e pensador Gregório Marañon descrevia com precisão: "O amor é algo muito complexo e variado; chama-se amor a muitas coisas que são muito diferentes, mesmo que a sua raiz seja a mesma".

A imaturidade no amor
Hoje, considera-se a satisfação sexual autocentrada como a expressão mais importante do amor. Não o entendia assim o pensamento clássico, que considerava o amor da mãe pelos filhos como o paradigma de todos os tipos de amor: o amor que prefere o bem da pessoa amada ao próprio. Este conceito, perpassando os séculos, permitiu que até um pensador como Hegel, que tem pouco de cristão, afirmasse que "a verdadeira essência do amor consiste em esquecer-se no outro".
Bem diferente é o conceito de amor que se cultiva na nossa época. Parece que se retrocedeu a uma espécie de adolescência da humanidade, onde o que mais conta é o prazer. Este fenómeno tem inúmeras manifestações. Referir-nos-emos apenas a algumas delas:
- Edifica-se a vida sentimental sobre uma base pouco sólida: confunde-se amor com namoricos, atracção sexual com enamoramento profundo. Todos conhecemos algum "Don Juan": um mestre na arte de conquistar e um fracassado à hora da abnegação que todo o amor exige. Incapazes de um amor maduro, essas pessoas nunca chegam a assimilar aquilo que afirmava Montesquieu: "É mais fácil conquistar do que manter a conquista".

- Diviniza-se o amor: "A pessoa imatura - escreve Enrique Rojas - idealiza a vida afectiva e exalta o amor conjugal como algo extraordinário e maravilhoso. Isto constitui um erro, porque não aprofunda na análise. O amor é uma tarefa esforçada de melhora pessoal durante a qual se burilam os defeitos próprios e os que afectam o outro cônjuge [...]. A pessoa imatura converte o outro num absoluto. Isto costuma pagar-se caro. É natural que ao longo do namoro exista um deslumbramento que impede de reparar na realidade, fenómeno que Ortega y Gasset designou por "doença da atenção", mas também é verdade que o difícil convívio diário coloca cada qual no seu lugar; a verdade aflora sem máscaras, e, à medida que se desenvolve a vida ordinária, vai aparecendo a imagem real".(E. Rojas)

- No imaturo, o amor fica "cristalizado", como diz Stendhal, nessa fase de deslumbramento, e não aprofunda na "versão real" que o convívio conjugal vai desvendando. Quando o amor é profundo, as divergências que se descobrem acabam por superar-se; quando é superficial, por ser imaturo, provocam conflitos e frequentemente rupturas.

- A pessoa afectivamente imatura desconhece que os sentimentos não são estáticos, mas dinâmicos. São susceptíveis de melhora e devem ser cultivados no viver quotidiano. São como plantas delicadas que precisam ser regadas diariamente. "O amor inteligente exige o cuidado dos detalhes pequenos e uma alta percentagem de artesanato psicológico ".(E.Rojas)
A pessoa consciente, madura, sabe que o amor se constrói dia após dia, lutando por corrigir defeitos, contornar dificuldades, evitar atritos e manifestar sempre afeição e carinho.

- Os imaturos querem antes receber do que dar. Quem é imaturo quer que todos sejam como uma peça integrante da máquina da sua felicidade. Ama somente para que os outros o realizem. Amar para ele é uma forma de satisfazer uma necessidade afectiva, sexual, ou uma forma de auto-afirmação. O amor acaba por tornar-se uma espécie de "grude" que prende os outros ao próprio "eu" para completá-lo ou engrandecê-lo.
Mas esse amor, que não deixa de ser uma forma transferida de egoísmo, desemboca na frustração. Procura cada vez mais atrair os outros para si e os outros vão progressivamente afastando-se dele. Acaba abandonado por todos, porque ninguém quer submeter-se ao seu pegajoso egocentrismo; ninguém quer ser apenas um instrumento da felicidade alheia.

Os sentimentos são caminho de ida e volta; deve haver reciprocidade. A pessoa imatura acaba sempre queixando-se da solidão que ela mesma provocou por falta de espírito de renúncia. A nossa sociedade esqueceu quase tudo sobre o que é o amor. Como diz Enrique Rojas: "Não há felicidade se não há amor e não há amor sem renúncia. Um segmento essencial da afectividade está tecido de sacrifício. Algo que não está na moda, que não é popular, mas que acaba por ser fundamental".
Há pouco, um amigo, professor de uma Faculdade de Jornalismo, referiu-me um episódio relacionado com um seu primo - extremamente egoísta - que se tinha casado e separado três vezes. No cartão de Natal, após desejar-lhe boas festas, esse professor perguntava-lhe em que situação afectiva se encontrava. Recebeu uma resposta chocante: "Assino eu e a minha gata. Como ela não sabe assinar, o faz estampando a sua pata no cartão: são as suas marcas digitais. Este animalzinho é o único que quer permanecer ao meu lado. É o único que me ama".

O imaturo pretende introduzir o outro no seu projecto pessoal de vida, em vez de tentar contribuir com o outro num projecto construído em comum. Também não assimilaram a ideia de que, para se realizarem a si mesmos, têm de se empenhar na realização do parceiro. Quem não é solidário termina solitário. Ou juntando-se a uma "gatinha", seja de que espécie for.



Obrigado Su and friends

segunda-feira, 19 de março de 2007

Cotação da amizade

Pois é, 2006 foi um ano de crescimento e desavenças incomparáveis. 2007 não se está a ficar atrás em termos de surpresas... Mas aprendi que afinal a amizade por vezes tem um preço, e esse preço é muito variável: para alguns 250€, para outros 375€, para outros 35€, para outros 30 minutos, para outros um favor e enfim para outros, nada. Para alguns amigos vale o abraço sincero. Contento-me com esses. Espero que não tenha de pagar alguma taxa suplementar de IRS por isso, pois desconfio que se tornará artigo de luxo em breve.

terça-feira, 6 de março de 2007

O País da Vontade


Moreno, franzino, indolente, este menino de nove anos parecia andar distante de todas as vibrações. Pegou num livro e abandonou-o sem o abrir. Colheu uma flor e deixou-a sem a cheirar. Quis passear e arrependeu-se.
_Não tenho nada que fazer, nem me apetece fazer nada- disse por fim a olhar o céu.
Nisto uma figura apareceu ao pé dele: _Acabo de ouvir uma coisa extraordinária: um menino a dizer que não lhe apetece fazer nada, nem tem nada que fazer?
_ Se é verdade, não deves surpreender-te...
_Não devo surpreender-me? E se eu te pedir que venhas comigo até ao país da vontade?
_Irei se for aqui perto.- respondeu o menino.
Desceram ambos ao pomar.
_Chegámos! É este o país da vontade.
O menino de olhos abertos, não compreendia e chegou a pensar que o seu pai endoidecera. Repara meu filho, neste botão de laranjeira. Este botão quer ser flor; depois a flor quer ser fruto. Neste país tudo tem uma vontade; tudo, neste silêncio do dia tem o propósito fundo de ser mais e ir mais além.Como a tarde quer ser noite de estrelas, e a noite madrugada gloriosa a chamar o homem para a luta. Assim, tudo aspira a progredir: nascer, evoluir, ampliar-se: viver!

A Pinheiro (meu pai em 09 dez 78)

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Things You Said



It's all to live you say
It's all to live you say
So hold until tomorrow
There's love inside
So hold until tomorrow
than you'll see why
There's nothing to hide
There's nothing to hide
Believe in yourself
You got to stop running
Said thing you denny
Sad thing you and I
Hold it back
We got to start somewhere
On a shame's ocean
Lost in the tide
I wanna swim to you
So why must you denny
That you wanna sail with me
It's all to live you say
It's all to live you say

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Life is not a spectators sport



A vida não permite ensaios. Não há segunda chance. Tudo o que fazemos permanece marcado em nós, e muitas vezes o que não fazemos também. Nos outros com quem nos relacionamos também deixamos marcas e influenciamos as suas vidas. Muitas vezes, fazemos o que achamos que é certo, fazemos o que nos é mais conveniente e nunca temos a coragem de fazer-mos o que realmente sentimos.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

size does matter?

Afinal os meus pais talvez tenham falhado em alguma coisa: não fui preparado para viver num mundo de injustiça, mentira, ódios e invejas, de chegas p'ra lá e sou melhor que tu, mais grande, enorme: _Oh p'ra mim cá em cima. Grita o animal que se diz pessoa do alto do seu pedestal auto-construído, auto-implantado. Quando afinal somos apenas meros seres infinitesimais : todos do mesmo tamanho e feitos da mesma matéria interstelar.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

A bela Benzodiazepina e a Ansiedade


A imaturidade é muitas vezes responsável pela falta de capacidade para lidar com a ansiedade. Muita gente continua a não conseguir exteriorizar a ansiedade através das emoções, chorando ou libertando-a por exemplo através da dança. Quando digo dança digo dança livre sem qualquer outro intuito que não o de nos sentirmos livres. Dança sem regras e movimentos pré-estudados, sem ensaios, sem exibicionismos... Quem não consegue gerir a ansiedade normalmente acaba por magoar as pessoas à volta de forma violenta e agressiva, sob a forma verbal ou física.

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Caminho

A vida não é como nós queremos que seja. A vida é como é. Assim como nós também não somos como gostaríamos de ser ou idealizamos que somos, e apenas somos como somos. Por muito que se lute e nos zanguemos com a vida e o universo, não passamos do que somos. Há pessoas que vivem uma vida inteira envergando a máscara do que gostariam de ser... pelo medo de dar parte de fracos e de serem vistos pelos outros desprotegidos, sem véus nem defesas. Mas aí sim se revela a grandiosidade do ser humano. Aí sim, se vai ao encontro da nossa essência. Aí sim, o caminho para a felicidade se abre para nós.

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

O Amor, prazer diabólico?

Por vezes, num registo muito próximo, o fascínio por alguém pode, por vezes, suscitar uma repulsa não menos forte. Por haver uma atracção muito grande por uma pessoa ou por um tipo de amor, tem-se então tendência, sob a influência deste género de medo, para repelir a situação ou o objecto da atracção.

Aquilo que é temido atrai-nos, contém um sortilégio! No âmago do medo que sentimos por uma pessoa e ou relação, existe uma atracção tão forte quanto combativa. A ambivalência que faz com que nos preocupemos com essa pessoa, que pensemos nela, mesmo que seja de uma maneira que nos assusta, coloca-nos no limiar ténue entre o medo e o prazer. As pessoas, na realidade, gostam de sentir medo, porque o medo não é puro sofrimento. Ele é um meio tranquilizador e desculpabilizador de flirtar com os próprios instintos agressivos e de desconfiança, caso nos identifiquemos como vítimas, ou ao contrário de vergonha e culpabilidade. Há portanto um prazer, difícil de qualificar que acompanha o medo.Um prazer que surge devido à presença de desejos contrários. Esta forma de medo, o fascínio-repulsa, explica-se pelo facto de o indivíduo ser irresistivelmente atraído pela relação e pela pessoa, pelo facto de a força de atracção ser tão forte e tão intensa que ele não cessa de pensar nela, mas que, por outro lado, precisamente este magnetismo, o faz sentir um medo, que raia o pânico, de se entregar e de confessar, a si mesmo e ao outro, esse amor de que se receia os estragos. Não se permite sequer que o outro nos toque. Pode até chegar-se a imaginar... o desaparecimento do outro.

Frequentemente este medo, o fascínio-repulsa, é vivido sem ser claramente identificado. Ele age então para além do conhecimento do indivíduo e orienta a sua vida sem que disso se aperceba. Assim, indirectamente, atribuímos um «carácter diabólico» ao outro, ou ao amor, para arranjarmos uma boa desculpa para não nos aproximarmos mais dele.

O amor comporta movimentos de oscilação entre duas tendências contraditórias, que levam alternadamente, a uma aproximação e a um afastamento. O que é excessivo neste medo é as duas pressões serem simultâneas, e daí sentir-se mal-estar e tensão. O medo de ser arrastado não se sabe até onde por uma relação que nos faz desejar abandonar-nos... ou fugirmos, pode chegar a gerar o conflito fazendo a pessoa armar-se de uma bateria de argumentos ora contra ora a favor dessa relação. Este medo de estar demasiado perto do outro, de se deixar tragar pela relação, de já não conseguir existir por si mesmo, de se sentir invadido, é em todo o caso medo de se prender num amor que já foi desiludido, aquele: -sim aquele!- da mãe e do filho.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

O Predador


Aquilo a que normalmente chamamos "inteligência" e "cultura" não passam de características ligadas ao aspecto predatório do ser humano, sendo portanto superficiais (estas duas características também as encontramos nas outras bestas).

Se para a biomassa, (onde se inclui o homem superficial), faz sentido definir inteligência como a capacidade de adaptação, para o homem completo acho mais adequado defini-la como a capacidade de ser feliz.

Quanto à cultura... ainda tenho de pensar mais no assunto para poder exprimir uma opinião... mas cada vez "me estou mais a cagar p'ra ela"...

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Autenticidade

O importante é ser autêntico, ser verdadeiro.

O homem fica completo se estiver em sintonia com o universo; se não estiver em sintonia com o Universo, então ficará vazio, completamente vazio. E desse vazio nasce a ganância. A ganância destina-se a satisfazê-lo - com dinheiro, com casas, com mobílias, com amigos, com amantes, com qualquer coisa - porque não se pode viver vazio. É horrendo, é uma vida fantasma. Se estiver vazio e não houver nada dentro de si, é impossível viver. Muita gente louca não fica em comunhão com o todo e aí a melhor forma é preencher o vazio com qualquer tralha.

O coração tem razões que a mente não consegue entender. O amor deve ser o objectivo.

terça-feira, 29 de agosto de 2006

pH


A basicidade do homem vê-se nas suas atitudes. Nas que toma e nas que não toma, e nas que não tem coragem de assumir que tomou.

domingo, 13 de agosto de 2006

I was a child till monday and now I'm only a man

When we are children we live moments of happyness that seems we live in a magical place. Then we grow up and our heart brokes in pieces.

sábado, 10 de junho de 2006

quarta-feira, 31 de maio de 2006