
Parece que, quanto mais "civilizados" nos tornamos mais afastados estamos do humano. Há até quem considere os outros seres humanos como meros pedaços de carne. Não percebendo que ao tomar os outros como carne se está aumaticamente a considerar a si mesmo como carne em promoção. Aí vem à tona a ancestralidade do homem de caçador e colector. Há quem queira ser caçador de troféus julgando que isso o torna maior e mais grandioso e mais admirado, nem que seja por si mesmo e pelo seu ego diminuto. Há quem viva desprovido de emoções e se remeta ao instintos básicos comuns, chegando até ao desespero de ir com a gaja da portaria ou outra presa fácil, buscando-se na superficialidade dos sentidos. Há um afastamento do ser e do sentir. Por isso, há quem prefira viver uma vida inteira neste género de entorpecimento. Vivendo de ilusão em ilusão, negligenciando a sua essência. Diria até que se o Sócrates fosse vivo reformularia a sua frase para: "I FAKE, THEREFORE I AM!"
E assim vai a cotação da alma humana...