AMAR NÃO ACABA
revelations & mutations dissertações do eu e constatações da realidade
terça-feira, 14 de agosto de 2018
terça-feira, 25 de março de 2008
sábado, 1 de dezembro de 2007
A COCAÍNA E O EGO
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
terça-feira, 16 de outubro de 2007
O QUE TORNA UM HOMEM HUMANO?
O que torna um homem humano? - perguntou-me certa vez um amigo meu:
_Serão as suas origens?
_O modo como nasce?
Não me parece...
São as opções que faz!
Não o modo como começa as coisas, mas sim como decide acabá-las!
Os erros do passado são a sabedoria do futuro.
O que vale é a acção e não a intenção.
EQUAÇÃO DO EU
EU= acções + atitudes + comportamentos
É isto que faz de mim o que sou e não o que eu penso que sou ou o que queria ser.
Aquilo que somos não muda (está no nosso código genético), agora quem somos está em constante mutação.Tudo é movimento, e nada pode permanecer estático. Tudo flui.
É na mudança que se encontra o objectivo (Heráclito (504-501 aC))
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
indiferença / inteligência: MORAL
A minha MORAL resume-se ao respeito pela vida nas suas mais diversas formas, cores e padrões. A indiferença também. Perante as coisas e os seres e também da minha relação com eles. Gostava de ser espectador, mas sei que nunca conseguirei: sou demasiado sensível e não sou suficientemente inteligente para ser indiferente. De resto, creio que não gostaria de ser indiferente mesmo sendo mais inteligente, porque a indiferença é a inteligência antipática.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
PUSSY CAT, PUSSY CAT DON'T WALK AWAY THERE'S NO TURNING BACK

Maturidade é a habilidade de controlar a ira e resolver as discrepâncias sem violência ou destruição.
Maturidade é paciência. É a vontade de prescindir do prazer imediato em favor de um benefício a longo prazo.
Maturidade é perseverança; é a habilidade de levar um projecto ou uma situação adiante, apesar de forte oposição e retrocessos decepcionantes.
Maturidade é a capacidade de encarar desgostos e frustrações e derrotas sem queixa nem abatimento.
Maturidade é humildade; é ser suficientemente grande para dizer: "eu estava errado"; e, quando está correcta, a pessoa madura não necessita experimentar a satisfação de dizer: "eu bem te disse".
Maturidade é a capacidade de tomar uma decisão e mantê-la; os imaturos passam suas vidas explorando possibilidades, para, no fim, nada fazerem.
Maturidade significa confiabilidade: manter a própria palavra, superar a crise; os imaturos são os mestres da desculpa, são confusos e desorganizados; suas vidas são uma mistura de promessas quebradas, amigos perdidos, negócios por terminar e boas intenções que nunca se convertem em realidade.
A maturidade é a arte de viver na paz com aquilo que nós não podemos mudar, e a coragem de mudar o que deve ser mudado -- e a sabedoria para saber a diferença.
A MATURIDADE AFECTIVA
Observamos isto claramente no fenómeno de "fixação na adolescência" ou na "adolescência retardada". Como já anotamos, o adolescente caracteriza-se por uma afectividade egocêntrica e instável; essa característica, quando não superada na natural evolução da personalidade, pode sofrer uma "fixação", permanecendo no adulto: este é um dos sintomas da imaturidade afectiva.
- Edifica-se a vida sentimental sobre uma base pouco sólida: confunde-se amor com namoricos, atracção sexual com enamoramento profundo. Todos conhecemos algum "Don Juan": um mestre na arte de conquistar e um fracassado à hora da abnegação que todo o amor exige. Incapazes de um amor maduro, essas pessoas nunca chegam a assimilar aquilo que afirmava Montesquieu: "É mais fácil conquistar do que manter a conquista".
- Diviniza-se o amor: "A pessoa imatura - escreve Enrique Rojas - idealiza a vida afectiva e exalta o amor conjugal como algo extraordinário e maravilhoso. Isto constitui um erro, porque não aprofunda na análise. O amor é uma tarefa esforçada de melhora pessoal durante a qual se burilam os defeitos próprios e os que afectam o outro cônjuge [...]. A pessoa imatura converte o outro num absoluto. Isto costuma pagar-se caro. É natural que ao longo do namoro exista um deslumbramento que impede de reparar na realidade, fenómeno que Ortega y Gasset designou por "doença da atenção", mas também é verdade que o difícil convívio diário coloca cada qual no seu lugar; a verdade aflora sem máscaras, e, à medida que se desenvolve a vida ordinária, vai aparecendo a imagem real".(E. Rojas)
- No imaturo, o amor fica "cristalizado", como diz Stendhal, nessa fase de deslumbramento, e não aprofunda na "versão real" que o convívio conjugal vai desvendando. Quando o amor é profundo, as divergências que se descobrem acabam por superar-se; quando é superficial, por ser imaturo, provocam conflitos e frequentemente rupturas.
- A pessoa afectivamente imatura desconhece que os sentimentos não são estáticos, mas dinâmicos. São susceptíveis de melhora e devem ser cultivados no viver quotidiano. São como plantas delicadas que precisam ser regadas diariamente. "O amor inteligente exige o cuidado dos detalhes pequenos e uma alta percentagem de artesanato psicológico ".(E.Rojas)
A pessoa consciente, madura, sabe que o amor se constrói dia após dia, lutando por corrigir defeitos, contornar dificuldades, evitar atritos e manifestar sempre afeição e carinho.
- Os imaturos querem antes receber do que dar. Quem é imaturo quer que todos sejam como uma peça integrante da máquina da sua felicidade. Ama somente para que os outros o realizem. Amar para ele é uma forma de satisfazer uma necessidade afectiva, sexual, ou uma forma de auto-afirmação. O amor acaba por tornar-se uma espécie de "grude" que prende os outros ao próprio "eu" para completá-lo ou engrandecê-lo.
Mas esse amor, que não deixa de ser uma forma transferida de egoísmo, desemboca na frustração. Procura cada vez mais atrair os outros para si e os outros vão progressivamente afastando-se dele. Acaba abandonado por todos, porque ninguém quer submeter-se ao seu pegajoso egocentrismo; ninguém quer ser apenas um instrumento da felicidade alheia.
Os sentimentos são caminho de ida e volta; deve haver reciprocidade. A pessoa imatura acaba sempre queixando-se da solidão que ela mesma provocou por falta de espírito de renúncia. A nossa sociedade esqueceu quase tudo sobre o que é o amor. Como diz Enrique Rojas: "Não há felicidade se não há amor e não há amor sem renúncia. Um segmento essencial da afectividade está tecido de sacrifício. Algo que não está na moda, que não é popular, mas que acaba por ser fundamental".
Obrigado Su and friends
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Espelho, espelho meu! Existe alguém mais belo do que eu?
Nisto o Coelho ouve uma voz. Era o Chapeleiro Louco que o chamava: -Coelho Branco! Coelho Branco! E o Coelho decide ir ao encontro do Chapeleiro Louco. O Chapeleiro Louco pergunta: -Então Coelho Branco que te aconteceu? O Coelho Branco responde: -Sabes lá. Bati ali com a cabeça num pensamento que veio contra mim e parti o relógio. Já não sei às quantas ando. O Chapeleiro Louco admirado por o Coelho não andar aos saltos, convida: -Anda daí tomar um chá que isso acalma-te. E lá foram. Enquanto bebiam o chá, ouvem uma voz: -Onde está a Alice? E olham em redor e lá estava o sorriso do gato que ri pendurado na árvore. E Perguntaram-se: -Realmente onde está a Alice? Já tinham saudades de falar com ela. E decidiram ir procurá-la.
Depois de muitas voltas pela floresta. Lá ouvem uns suspiros. Aproximam-se de soslaio por trás de uns arbustos e vêem a Alice nas mãos da Raínha de Copas que lhe tilitava os prazeres. A Alice entre gemidos e tremores, muitos tremores de vez em quando ainda conseguia enviar uma sms ora à V ora à C ora à X. Nisto o Coelho Branco começa a esfregar os olhos e pergunta ao Chapeleiro Louco se estaria a ver bem. E diz: -Oh Chapeleiro Louco mas parece que o nariz lhe cresce... O Chapeleiro Louco esfregando também os olhos acrescenta: -Tens razão! Parece o... Parece o Pinóquio. Nisto ouve-se a risada do Gato Que Ri ecoar pela floresta. Mas oh Chapeleiro Louco que meteste tu no chá?
Depois de mais um cházinho o Chapeleiro Louco e o Coelho passeavam novamente pela floresta. Nisto ouviram um choro e um lamento. Aproximaram-se e deparam com o Pinóquio que deambulava com o seu enorme nariz por entre as árvores. Elas protestavam imenso pois o seu nariz batia nos seus ramos sensíveis. Mas ele pouco se importava se as magoava. De repente surge uma clareira e um lindo lago. O pinóquio acalma-se e aproxima-se para contemplar a sua imagem e por momentos até se deslumbra com sua beleza. Acaricia os músculos e o corpo e, penteia as pestanas. O seu olhar brilha de espanto ao mirar-se. Dir-se-ía enamorado. O Coelho e o Chapeleiro Louco entreolham-se espantados. E o Coelho sussura para o Chapeleiro Louco: - Oh também deste do teu chá ao Pinóquio? Mas qual Pinóquio? -Retorquiu o Chapeleiro Louco- É o Narciso. O Narciso! Tu não percebes nada de mitologia! O Chapeleiro Louco além de algo espalhafatoso era muito crítico e não compreendia muito bem quando as outras pessoas não sabiam ou viam o mesmo que ele. E algo irritado, falando mais alto, diz: É o Narciso! Garanto-te que é o Narciso! Nisto o próprio Narciso ao ouvir isto, pareceu desencantar-se com a sua imagem e diz: -Mas eu só queria ser um menino de verdade. Humano, sensível e até com emoções e consciência. E assim surge o Grilo Falante que lhe salta para o ombro e lhe sussura ao ouvido: -Atira-te! Atira-te! E o Narciso atirou-se ao lago e desapareceram os quatro.
segunda-feira, 19 de março de 2007
Cotação da amizade
terça-feira, 6 de março de 2007
O País da Vontade

Moreno, franzino, indolente, este menino de nove anos parecia andar distante de todas as vibrações. Pegou num livro e abandonou-o sem o abrir. Colheu uma flor e deixou-a sem a cheirar. Quis passear e arrependeu-se.
_Não tenho nada que fazer, nem me apetece fazer nada- disse por fim a olhar o céu.
Nisto uma figura apareceu ao pé dele: _Acabo de ouvir uma coisa extraordinária: um menino a dizer que não lhe apetece fazer nada, nem tem nada que fazer?
_ Se é verdade, não deves surpreender-te...
_Não devo surpreender-me? E se eu te pedir que venhas comigo até ao país da vontade?
_Irei se for aqui perto.- respondeu o menino.
Desceram ambos ao pomar.
_Chegámos! É este o país da vontade.
O menino de olhos abertos, não compreendia e chegou a pensar que o seu pai endoidecera. Repara meu filho, neste botão de laranjeira. Este botão quer ser flor; depois a flor quer ser fruto. Neste país tudo tem uma vontade; tudo, neste silêncio do dia tem o propósito fundo de ser mais e ir mais além.Como a tarde quer ser noite de estrelas, e a noite madrugada gloriosa a chamar o homem para a luta. Assim, tudo aspira a progredir: nascer, evoluir, ampliar-se: viver!
A Pinheiro (meu pai em 09 dez 78)






